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Grupo de pessoas que leram e aguentaram

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Noite

A noite é boémia. Traz-nos mais perto dos medos.
Torna-nos vizinhos dos fantasmas enquanto nos deixa contemplar as sombras.
À noite tudo ganha vida, até o vulto que dança, ao som da lua, com a luz da vela. Os passos ecoam nos corredores vazios, os gemidos gritam mais alto, tocam-nos no pescoço.
As imagens ganham força, amareladas pela luz difusa tornam-se mágnas, e impetuosas avançam sentidos adentro.
As pessoas recolhem-se, furtando-se ao contacto, dentro da sua capa negra. Os olhos abertos anunciam o medo do desconhecido. O medo de que aquela seja a última noite, de que o sol não rompa com as amarras das trevas.
Só que a noite também é paz.
É a paz de ver o ritmo frenético que abranda
A paz de ver a cidade que descansa.
A paz de admirar o vazio de vida.
A paz do silêncio.




4 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

A noite é paz? Vê-se logo que não moras no Bairro Alto!

Louco disse...

Até no bairro alto a noite adormece, mais tarde porém.

Helena disse...

Deftones é fixe

AVOGI disse...

Mai góde adormeceste em cima de um livro d e poemas, só pode!!!