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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Halloweed re-editado

Ora bem, seja qual for o assunto sobre o qual nos debruçamos há sempre alguém que já o fez.
E regra geral até o fez melhor.
Só que fui eu.
É.

Deixei passar uns dias porque, embora a ideia estivesse a amadurecer na minha cabeça, ainda não me sentia preparado para dissertar uma crónica inteira sobre um assunto de merda como este. Pois bem, chegou a hora.
Eu sou o oposto do pró-americano, embora não me considere um anti-americano também (então que merda és tu, pensam vocês? Não sei, não sei).
Mas sei reconhecer mérito onde o há, e se há coisa que os americanos sabem fazer, meus amigos, são festas.
Tudo nos EUA é motivo para ramboia, regabofe, e um ou outro titty flash. E isto é bom, ainda que tu, moralista que lês isto, possas não achar.
Sim, o Louco gosta de titty flash! Adiante.
Os americanos pegaram num feriado pagão (na realidade não sei se o Halloween e o Pão por Deus vêm de uma crença pagã, mas também não me vou dar ao trabalho de procurar), e transformaram-no numa coisa super cool. De um momento para o outro as criancinhas podiam, durante um dia inteiro, mascararem-se do que quisessem e sair por aí a extorquir os adultos. Reparem na genialidade da fórmula crianças + disfarce + extorsão (dá-me um doce ou tás na merda porque eu fodo-te e vais-te arrepender de não teres, sequer, uns míseros caramelos).
E esta fórmula é ainda MAIS genial se fizermos o contraponto com a prática portuguesa. Nos EUA a criança vai mascarada de Zombie (cool) Eduardo mãos de tesoura (cool) Frankenstein (cool) vampiro maricas da saga twilight (ok, não tão cool assim) em Portugal a criança sai de casa com a camisola de lã tricotada pela tia Dulce.
Nos EUA a criança aproveita a calada da noite para os seus actos de extorsão, em Portugal os cabrõezinhos acordam as 5:45 da manhã para às 6:15 estarem, implacavelmente, a tocar a todas as campainhas do prédio.
Nos EUA as crianças levam doces (porque são crianças caralho, e as crianças gostam de doces) aqui, se tiverem sorte levam um diospiro, se tiverem azar ganham uma banana.
A juntar a isto ainda temos a própria mística que envolve o dia em si. Nos States (foda-se, que labreguice, dizer States) o dia está associado ao "Sexta-Feira 13, ao "Pesadelo em Helm Street", ao "SAW" (que nos primórdios costumava estrear nesta data), em Portugal está associado à irmã Lúcia.
Enfim, é o que temos, e quem está mal muda-se.
Eu, um dia que tenha filhos, ou faço-os hibernar durante este dia ou, caso possa, mando-os para os EUA.
Nunca se sabe quando é que um filho versado em práticas de extorsão e coacção pode dar jeito.




O que eu sei vocês já sabem.
Espero ter colaborado.




PS: Acabei de reparar que "Halloween" pode facilmente passar para "Halloweed" sinto firmeza e potencial neste trocadilho.

PS: Porque caralho ultimamente acabo as crónicas, invariavelmente, com um "post scriptum" ?

2 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Entre o SAW, Sexta-feira 13 e a irmã Lúcia, fosca-se, a nossa é bem mais assustadora, tu alguma reparaste na bigodaça que a tipa tinha?!?

patrícia disse...

Hoje em dia tem que se pensar em todas as hipóteses que possam render, ahah :)